
Sim, são os Queen na imagem (que retrata a capa do fabuloso álbum QUEEN II). Já repararam decerto que sou louco por esta banda. Não é a única de que gosto muito, naturalmente. Aprecio muita coisa dos Red Hot Chili Peppers, Dire Straits, Supertramp, Coldplay, Rui Veloso, Chico Buarque, Scorpions, por aí (já podem determinar por aqui o meu estilo preferido, é pop-rock).
No entanto, há muita banda que não conheço bem, mas das quais posso indicar uma ou outra música que adoro. Por exemplo, gosto da "Stairway to Heaven" dos Led Zeppelin, mas não conheço bem o restante trabalho deles.
Também há bandas que digo "não gostar", mas nas quais reconheço algumas boas músicas. Embora não aprecie o trabalho geral dos Evanescence, acho a "My Immortal" uma coisa fenomenal!
Tudo isto para falar de uma coisa: "ser radical". Não, não me refiro a andar de skate por cima de corrimões de escadas nem a cortar ondas de 5 metros de altura com um bocado de PVC debaixo dos pés (é esse o material das pranchas, neh?). Refiro-me a "ser radical" nos comentários e juízos de valor que se fazem. E dou um exemplo: há uns tempos, uma amiga minha disse-me "não gosto dos Queen, de nada do que eles fizeram.". Tudo bem, era uma opinião. No entanto, ao falarmos de filmes noutra altura, veio à conversa o "Highlander". E qual não foi o meu espanto quando essa minha amiga disse "adorar a banda sonora do filme", especialmente a "live forever, ou lá como se chama.". Estava a referir-se à "Who Wants to Live Forever", música genialmente composta por Brian May e interpretada pela sua banda e pela National Philarmonic Orchestra do Reino Unido. Qual a banda? Vejam a capa do single e descubram:

Queen, é claro! Primeiro "detestava" a banda, depois considerava esta música "genial". Mas todos temos a tendência de fazer este tipo de julgamentos precipitados: eu digo muitas vezes que "detesto os SlipKnot", mas a canção "Wait and Bleed" deles é bastante boa (o resto do álbum é só gritos e guitarradas sem nexo, que me perdoem os que conseguem gostar disso...). Até a Britney Spears, que detesto musicalmente, tem uma ou duas músicas bonitas (como aquela última balada, chama-se "Everytime", neh? Uma que é "everytime I try to fly I fall, without my wings I feel so small...).
Porque é que não nos habituamos a dizer "não aprecio o trabalho geral de *tal* banda, mas até gosto de uma ou duas músicas", e somos levados a dizer "detesto"? Acho que há realmente poucas bandas que façam sempre música má! E há pouquíssimos artistas dos quais podemos dizer: "não gosto de nada", haverá sempre alguma coisa que se ouve melhor no meio de um repertório mais fraco. E há gostos para tudo, neh?
Comentários radicais podem magoar as pessoas que não concordam connosco, além de não reflectirem correctamente (e distorcerem) as nossas verdadeiras crenças e apreciações. É melhor pormos esses juízos de lado, de uma vez por todas! (mas eu continuo a dizer, e sei que é um contra-senso - ODEIO bioquímica!! Mas, pensando melhor, até acho piada à parte das hormonas... Vêem? Há sempre algo menos mau em tudo na vida...)
"There's no place for us, there's no time for us... What is this thing that builds our dreams, yet slips away from us?" - é parte da música "Who Wants to Live Forever", da qual falo no meu post!